O mundo não tem graça sozinho

Peço licensa aos leitores habituais desse blog para ser meloso…

O mundo não tem graça sozinho

Esperar ansiosamente o som da campainha
Esperar ansiosamente na frente do portão
Bagunçar o cabelo
Ter o cabelo bagunçado
Abrir os olhos de repente e se sentir o homem mais feliz do mundo
Tentar fazê-la a mulher mais feliz do mundo num piscar de olhos
Sorrir
Vê-la sorrir
Contar piadas bobas
Ouvir piadas bobas
Abraçar
Ser abraçado
Fazer festa de aniversário surpresa
Assustar-se com súbitos balões de aniversário em sua casa
Beijar
Ser beijado
Chorar
Acalentar até que o pranto se encerre

Quebrar a barra de chocolates ao meio

Amar
Ser amado
O mundo não tem graça sozinho.

Hoje é um dia especial. Hoje fazemos 441 dias de namoro!

Overdose artística

Sábado, 11 de Novembro de 2006

6:00: Saímos(eu, minha namorada linda, e mais várias pessoas de artes) do Paulistão morrendo de sono dentro de um ônibus da viação Jauense fretado pela Unesp. Destino: Museus e exposições de artes de São Paulo.

11:00: Esse era o horário previsto para chegar na Pinacoteca. No entanto, foi o início do congestionamento na entrada da cidade.

14:00: Chegada na Pinacoteca do Estado. Almoçamos em uma churrascaria cuja comida era “6 reais o Self-Service”. Comida barata e sem graça, mas suficiente para nos manter em pé.

14:35: Entrada na Pinacoteca. Segurança: “Não pode usar boné assim. Você vai ter que tirar ou virar ele para trás”. O que queríamos ver era uma exposição sobre León Ferrari, um artista argentino. Algumas obras muito gratuitas, como as imagens de santos com pregos, outras bastante interessantes como as esculturas de arame e o quadro abaixo, que não me lembro o nome.

15:30: Entrada na Estação da Luz, Museu da Língua Portuguesa. Adorei aqueles poemas que só se consegue ler do lugar certo. Muitas coisas interessantes, bastante interatividade. Metade da exposição destinada apenas a Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa. Sim, Rosa é importante, mas achei que o espaço poderia ter sido destinado a uma variedade maior.

17:10: Chegada na FAAP, que fechou às 17h.

17: 35: Instituto Tomie Ohtake. Exposição: Geração da Virada. Arte contemporânea de primeira, achei melhor do que a Bienal.

19:20: Chegada no hotel Formule1. Lotado. “E os outros da rede, que são aqui perto?” “Ih, hoje pode esquecer o Formule1”. Tudo bem, vamos andando, na Paulista tem outros hotéis. Ibbis: Lotado. Descemos a Augusta, quatro quadras abaixo achamos um hotel. “Tem vaga?” “Tem sim.” “Quanto é?” “45 reais por três horas.” “Mas isso não é hotel, é motel!” “Não senhora, é hotel.

Enfim, quase na frente tinha um hotel, onde nos hospedamos. Com H mesmo…

21:15: Barzinho na frente do hotel. O tipo do lugar onde as mesas são atiradas altas horas da noite. Uma caipirinha na qual mais da metade do copo era pinga, um X-frango bem menor que o da foto, um X-salada bem menor que o da foto, uma coca-cola doce demais…

23:00: Zzzzzzzzzzzzzzz

Domingo, 12 de Novembro de 2006

08:50: Adoro café da manhã de hotel! Tem tanta coisa gostosa incluída no preço do quarto!

09:45: Check-out e caminhada de volta até a Paulista, onde era o ponto de encontro.

10:20: Briga. O laranjeira (professor responsável) queria ir pra FAAP, enquanto ninguém do ônibus queria ir.

10:45: Chegada na FAAP: Exposição: Deuses Gregos. Acervo do museu de Berlim. Que decepção, eu não vi o Shiryu, nem o Hyoga, nem o Seiya! E nem o Mu, e nenhuma armadura de ouro… Falando sério, estátuas de uma precisão anatômica perfeita. (Exceto o falo, que em todas as estátua era microscópico… Acho que os gregos não tinham a sexualidade bem resolvida…) Milhares de expressões de pedra completamente neutras. Comentário do Laranjeira: “Olha que incrível, dá pra sentir o cabelo e depois o crânio… E é pedra! Olha só as expressões!” o.O

11:25: Chegada no Itaú Cultural. Exposição: Primeira Pessoa: “Retratos e Auto-Retratos”. Bastante coisa interessante, e algumas idéias legais, porém que se esgotavam em si. Adorei duas instalações, uma na qual você caminhava dentro de 10 cm de água onde flutuavam fotos e anotações, além de passar ao lado de cadeiras, projeções e uma cama de hospital cheia de sangue, tudo pendurado. Também gostei de uma que mostravam partituras do Hermeto Pascoal ampliadas e penduradas, além de umas frases dele na parede.

12:20: Ibirapuera. Primeiro o almoço, um dogão sem vergonha de dois reais. Depois, Bienal. Proposta: Como viver junto.O senhor deve deixar a mochila no guarda-volumes, é lá em cima, à direita”. O guarda-volumes era embaixo, à direita, ou a 8 metros do guarda que me disse aquilo… Enfim, a arte: A Bienal de Arte desse ano peca pelo excesso. Há obras demais, talvez em uma tentativa de contextualizar melhor os artistas, mas o resultado é desastroso a quem tem apenas um dia para visitá-la. Saí de lá as depois de cinco horas vendo as obras, e estava tão cansado que o último andar passei praticamente de relance. Lá tem de tudo. Obras interessantíssimas, propostas interessantes com uma realização aquém, impacto gratuito, artista sem noção que cria obra interativa de 40 minutos de fila, muitos vídeos, os quais passei batido (Foram cinco horas lá sem ver os vídeos). Minimalismo exagerado que não me dizia nada, quadros que me prenderam por mais de cinco minutos, inúmeras peças que imaginava como será que encaixava no tema, enfim. Não os explico aqui porque só vendo mesmo. Se alguém tiver oportunidade, vá cada dia para ver apenas cada um dos pisos com calma.

17:40: Eu achei que minha perna ia cair a qualquer momento quando saí da Bienal. Desde cedo eu estava com cãibra, e fiquei andando andando andando e andando… Então demos uma passada rápida no MAM, onde estava uma pequena exposição chamada “Concreta 56, A raiz da forma”. Algumas obras concretistas curiosas. Vários “padrões geométricos”, que eu adoro.

18:10: Íamos na Oca, ver o acervo do MAM exposto lá, íamos na “Bienal Alternativa”, na “Mostra FIAT de arte Contemporânea”, mas não deu tempo (nem perna). Que inveja de quem mora em sampa… Então apenas comemos mais porcaria e vimos o Magneto no MAM…

19:30: O ônibus zarpou de volta para Bauru. Parada em um tal de Dino’s car ou qualquer coisa parecida. Sujo e caro… Chegada em Bauru uma hora da manhã… E um abraço forte na minha cama, por ela ser muito mais confortável que poltrona de busão…

Se você for pra São Paulo ver exposição de arte contemporânea, a menos que tenha tempo e disposição de sobra, passe no Itaú Cultural, no Tomie Ohtake, na Oca e na Pinacoteca. Se você puder ir várias vezes, vá ver a Bienal de pedaço em pedaço. Tudo de uma vez acaba não sendo muito proveitoso… Mas que foi muito boa essa overdose de arte com a Lívia no fim de semana foi!

Bons sonhos!

Amigo Secreto

Amigo secreto é praxe: com certeza você tirará alguém que desconhece ou desgosta e aquele único ser que não faz idéia dos seus gostos sorteará o seu nome. Mas o que me impressiona são as listas que circulam de “O que não quero ganhar de amigo secreto”. Na frente de quase todos os nomes está escrito: “Enfeites, decorações. Gosto de coisas úteis.”

Coisas úteis… E se de repente eu ganhasse na loteria e desse um picasso original ao meu amigo secreto. Posso até imaginar o sorriso amarelo e o balãozinho: “Tá, agora isso vai ficar pindurado na parede e aí?”

Ok, viajei demais, mas eu devo ser um cara estranho: adoro ganhar enfeites e decorações. Tenho mania de colocar frases e desenhos a lápis na parede do meu quarto. Qual a utilidade disso? Não sei. Colei adesivos no meu carro. Por quê? Também não sei.

Minha namorada me trouxe uma pequena bugiganga da praia, na verdade cubinhos de madeira presos por um elástico. Não sei qual a utilidade disso, mas fico remexendo aqueles cubinhos enquanto assisto à TV ou a filmes.

Podia começar a devanear aqui sobre a utilidade da arte, mas cansei de tomar-lhes o tempo. Não tem utilidade alguma.

Eu sou estranho, eu gosto de coisas inúteis (como vocês já puderam perceber neste blog). Mas como o meu amigo secreto não, eu já me decidi: Vou dar um garfo de presente.



Uma coisa inútil: cenas de sexo acidentais em vídeo games.

Na foto: Michael Jackson’s Moonwalker

E daqui a dois posts vocês verão uma raposa desenhada por mim no Paint!

Bons sonhos!

Façam exercícios!

Essa é rápida:
Pesquisadores da “Nec System Technologies” e da “Mie University” desenvolveram um robô gastrônomico, ou seja, um robô capaz de identificar vinhos, queijos, carnes etc. Você coloca o que quer ser identificado na frente dele que ele te diz o que é. Uma utilidade disso? Comprovar a autenticidade de um vinho, sem precisar abri-lo, ou simplesmente identificar aquela coisa que está na sua geladeira há 10 anos e você não sabe o que é!
Mas quando o repórter resolveu colocar sua mão em frente ao sensor, o robô identificou como bacon xD

Então crianças, um alerta: Façam exercícios antes que vocês virem bacon também!

Jamaica

Uma menina de não mais que vinte anos, blusa azul do mickey, calças em estilo militar, cabelos escuros e longos sob uma boina. A rua desapercebida, a calçada de concreto nu, as roseiras de um vizinho, o poodle latindo desesperadamente para a estranha absorta.

Lua sonha em ir pra Jamaica

Três Bob Marleys ao som de Bob Marley, camisetas com a bandeira da jamaica, verde azul vermelho laranja rosa verde. A folha de maconha feliz, reggae, pequenos bracinhos folhosos agitados.

Lua nunca fumou maconha. Ela sempre quis fumar maconha mas tem medo de ficar viciada.

O cachorro de rua pela calçada sem direção e com destino certo.

O seu nome é Samantha. Mas ela nunca gostou desse nome. Começou a se chamar de Lua quando abriram uma comunidade hippie na cidade e era moda… Ela nunca foi lá.

A carteira escolar, uma aluna entediada, o vazio. A lousa grande com algumas coisas inteligíveis, o relógio na grande parede branca. Tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac. Tac tic tac tic.

Lua vai às aulas todos os dias, à noite. Entrou em Administração… Não sabe o que quer cursar.

O campo de golfe, um buraco de golfe, uma bola de golfe, um taco de golfe, uma mão de menina, uma tacada, a rolada, o erro. Uma bola de golfe, um taco de golfe, uma mão de menina, uma tacada, a rolada, o acerto.

Ela costumava jogar golfe com o Pai. Mas ele trocou o golfe pelo Tetris.

A grama de um campo de golfe, a areia do campo de golfe, o campo de golfe, o cercado do campo de golfe.

Lua continua vindo aqui para relaxar. Ela nunca passou do buraco sete… Nunca teve paciência…

O balanço, o parquinho, areia, crianças, gira-gira, escorregador trepa-trepa. Um jovem com violão, uma baladinha, duas moças com sorrisos, dois rapazes alegres. Um aceno.

Uma menina acenando sem graça, a recusa, um passo, outro passo. Um parquinho distante. Um passou, outro passo.

Luzes coloridas. Maconha gigante. Bob Marleys ao som de Bob Marley.

Deveriam inventar uma droga que não vicia… Lua é feliz na Jamaica.


Um pouco de teoria

Fiz um trabalho sobre o Youtube para avaliação em “Teorias da Comunicação II“, cujo tema era internacionalização da comunicação.

Aliás, o brigadeiro e eu fizemos o trabalho. Eu achei que ficou bem interessante. Pelo menos acima da média dos trabalhos teóricos que eu geralmente entrego, então estou colocando aqui para quem esteja interessado em um pouco de teoria sobre o site.

Alguns dados usados:
* Todos os dias são adicionados uma média 65 mil vídeos.
* São assistidos mais de 100 milhões de vídeos todos os dias no site.
* O YouTube foi vendido no dia 10 de Outubro de 2006 para o Google por 1,65 bilhões de dólares.
* O vídeo mais assistido de todos os tempos no site é o “Evolution of Dance”, que foi acessado 34522027 vezes, o que equivale a 634 pontos no Ibope.

Outra coisa muito boa que eu achei na pesquisa foi o texto Farewell information, It´s a Media Age, do Paul Saffo, diretor do Institute for the Future. Em apenas seis páginas ele explica para onde estamos caminhando! Imprescindível a quem deseja se situar nessa nova era da comunicação.

Ação de Guerrilha Dadaísta

Eu sempre quis fazer um grupo de guerrilha sem sentido, como o Improv Everywhere ou então esse que eu descobri ontem, o Um Patriots.

A idéia é realizar uma ação em um espaço público cujo único propósito é divertir as pessoas. Acho que vou começar a fazer isso na UNESP… Só preciso pensar em uma ação que seja original… (e barata)

Até pensei em um nome: GAD: Grupo de Ação Dadaísta! Alguém se habilita a entrar no meu grupo?

A tempo: O mais perto que eu cheguei de fazer algo assim foi dançar Yatta! no shopping na frente do cursinho, ação da qual participou inclusive o Porlock, outro membro desse blog!
Foi tão emocionante quando o segurança disse que não podia dançar na praça de alimentação e ficamos discutindo com ele…

(Clique na foto para ver Yatta! em cinco lugares diferentes)

Bons sonhos! Yatta!

Eu tenho medo do Google!

Provavelmente já existe uma comunidade no Orkut sobre esse assunto com todas essas hipóteses, mas eu vou colocar aqui fingindo que é original.

Bom, todo mundo sabe que o Google sabe de tudo. Só que quase ninguém para pra pensar que o Google sabe de tudo tudo mesmo! Vejamos, ele sabe do quê nos pesquisamos na internet, mapeia a nossa navegação, sabe quem somos e quem conhecemos pelo Orkut, sabe onde nós moramos pelo Google Earth (ou vai falar que a primeira coisa que você fez quando instalou o programa não foi procurar a sua casa?). Além disso ele conhece o código de inúmeros programas, sabe o que lemos, lê os nossos e-mails e agora, graças ao seu dinheiro praticamente infinito, também sabe a que vídeos nós assistimos…

Até aí tudo bem, ele sabe de tudo mesmo… Só que tem mais uma coisinha… A localização dos servidores é secreta. Estranho, não? E se o Google for uma mega-agência espiã tipo a CIA ou então de qualquer outro país? E se o Google pertencer a uma grande rede terrorista que planeja cuidadosamente os ataques?

Ou pior, e se o Google na verdade for de uma raça alienígena que implementou o sistema para conhecer primeiro a raça humana para depois dominá-la? Ou alguém aí engole a história dos dois estudantes que desenvolveram o sistema de busca e blá blá blá?

Eu só espero que não esteja iniciada a caça aos pensamentos subversivos… Será que se alguém googlar esse blog eu to ferrado? Bom, se eu sumir vocês sabem o que aconteceu então…