Maus, Depois do Fim e Coisas Frágeis

E então que eu decidi tentar ler pelo menos três livros por mês e postar mini resenhas aqui, mas já estamos em março, né? Essa resenha vai estar meio capenga, porque os livros estão em alguma caixa da mudança, então não consigo conferir informações.

Mas vamos lá, em janeiro teve:

Maus – Art Spiegelman

Que leitura fantástica. A graphic novel é bastante explícita ao mostrar os horrores da segunda guerra, sob o ponto de vista do pai do artista, Vladek. Há duas linhas temporais na história, uma cotidiana de Vladek, um judeu ranzina e muquirana tentando encontrar seu caminho em Nova Iorque, e a própria história contada por Vladek, sobrevivendo ao holocausto. As duas linhas se intercalam montando um perfil humano, e até um pouco triste, do personagem. Se você, como eu, não consegue compreender como pode um povo subjugar outro assim, Maus é leitura mais que recomendada. Forte, triste, e muito belo.

 

Coisas Frágeis – Neil Gaiman

Estava na estante há muito, muito tempo. Acho que foi uma das primeiras coisas que comprei do Gaiman. Depois de ouvir um podcast http://leitorcabuloso.com.br/2014/11/cabulosocast-108-neil-gaiman-parte-a/ sobre o autor, e pensar “como assim tem um conto sobre Shadow nesse livro?”, puxei de novo da estante. Gaiman é ótimo contista, e reviver histórias incríveis como “O Problema de Susan”, “Um Estudo em Esmeralda” e aquele que eles vão para um circo estranho subterrâneo e a mulher sai com os tigres dente-de-sabre.

 

Depois do fim

Organização de Eric Novello

Eu amo pós apocalipse. (Alguém me convida para a próxima coletânia disso?). Há algo na destruição do mundo, no caos que restou e na tentativa de reconstrução que me fascina. Depois de ter adorado a coletânea “Fantasias Urbanas”, vim com altas expectativas para essa coleção de contos da Draco. De cara me decepcionei, já que a interpretação de “fim” é mais aberta. O fim para um rei pode ser o calabouço, por exemplo. Mas “Sangue Santo” de Marcelo Galvão é excelente, “A Sociedade Sombria” me impressonou pelo controle da narrativa de Nazarethe Fonseca e “O Dono do Cinturão Caminha entre Gigantes” é arrebatador. Só esses três valem a sua compra, mas o livro tem ainda outras boas surpresas, como Postdomini de Gerson Lodi-Ribeiro.


Publicado

em

por

Tags: